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Segundo investigadores, esta é a idade exata em que fazer novos amigos se torna mais difícil.

Dois jovens conversam numa esplanada, enquanto três pessoas ao fundo partilham uma mesa com cafés.

Estás numa festa de aniversário a que quase não foste.
Música ao fundo, pessoas a rirem em pequenos círculos fechados. Tens uma bebida na mão, finges que estás a ver o telemóvel, à espera daquele momento mágico em que a conversa “simplesmente acontece”, como acontecia aos 17 no recreio da escola.

Só que não acontece.

O pensamento atravessa-te a cabeça: quando é que isto ficou tão difícil? Lembras-te de como, no início dos vinte, conseguias entrar numa casa partilhada, num estágio, numa aula - e sair de lá com três novos contactos e um plano para o fim de semana. Agora, a única coisa que a maioria das pessoas parece acrescentar é mais um grupo de WhatsApp que nunca chega a pegar.

Investigadores tentaram, de facto, identificar o momento em que esta mudança acontece.
E chegaram a uma idade surpreendentemente precisa.

A idade em que o teu “superpoder” de fazer amigos atinge discretamente o auge

Segundo vários estudos de grande escala, a nossa capacidade de formar novas amizades próximas não diminui de forma vaga e lenta. Ela atinge um pico num ponto bastante específico: no final dos vinte, especialmente por volta dos 25 anos.

Sociólogos da Universidade de Oxford e outras equipas, ao analisarem dados de telemóveis, descobriram que o número de pessoas com quem falamos regularmente começa a cair a pique depois dessa idade. A curva sobe na adolescência, chega ao máximo a meio dos vinte, e depois desce - como uma montanha-russa a iniciar a sua descida.

No papel, não és “velho” aos 25.
Socialmente, algo estrutural já começou a mudar.

Um estudo acompanhou milhões de chamadas e mensagens para perceber com quantas pessoas, de facto, mantemos contacto. Por volta dos 25, homens e mulheres tinham a rede activa mais ampla. A partir daí, os números iam descendo, ano após ano.

Recorda: aos 24 ou 26, talvez tivesses colegas de casa, saísses com colegas de trabalho depois do expediente, viajasses com colegas de turma, fosses a festas aleatórias com amigos de amigos. Desconhecidos passavam depressa a conhecidos - e, poucas semanas depois, a “mando-te mensagem quando voltar à cidade”.

Agora imagina-te aos 35, 40, 45.
Os investigadores vêem menos nomes novos a entrar no círculo - e os existentes a manterem-se firmes.

Isto não é apenas sobre estar “ocupado” ou tornar-se “aborrecido”. É sobre a forma como a arquitectura da vida endurece. Por volta do final dos vinte, tendemos a fixar-nos em empregos, relações, cidades e rotinas diárias. A famosa expressão “assentar” descreve exactamente o que acontece às nossas vidas sociais.

Biólogos falam em “investimento social”: encontrámos o nosso núcleo, e o cérebro incentiva-nos a proteger esse grupo, em vez de o expandir infinitamente. A energia que antes usavas para conhecer dez pessoas numa semana vai para cuidar de um parceiro, de um filho, de um trabalho exigente.

A porta não se fecha aos 25.
Apenas deixa de se abrir sozinha.

Porque é que fazer amigos é diferente depois dos 30 - e o que realmente resulta

Se fazer novos amigos já não acontece por acaso, então tem de acontecer de propósito. Parece pouco romântico, mas também é estranhamente libertador. Um método simples que investigadores e terapeutas recomendam com frequência é a “proximidade estruturada”.

Escolhe um ou dois ambientes recorrentes onde vejas as mesmas pessoas todas as semanas durante pelo menos três meses: um ginásio de escalada, um coro, uma aula de línguas, uma noite de jogos de tabuleiro, um turno de voluntariado. Não um evento único, não um bar aleatório. O cérebro precisa de repetição para passar de desconhecido → cara familiar → potencial amigo.

Procura pequenos sinais: a pessoa ao lado de quem acabas sempre por ficar, aquela que se ri das mesmas piadas. Normalmente, esse é o melhor ponto de partida.

Há uma armadilha em que muitos adultos caem: esperar que as amizades sejam tão instantâneas e intensas como as da adolescência. Quando isso não acontece, decidem em silêncio que “não vale a pena” e recuam. É assim que a solidão se torna lentamente um hábito.

Não precisas de ser a pessoa mais sociável da sala. Precisas de ser quem empurra as coisas um passo mais à frente. “Queres ir tomar um café depois disto?” “Vou experimentar aquele sítio novo para a semana, queres vir?” Convites simples, ligeiramente desconfortáveis.

Sejamos honestos: ninguém faz isto todos os dias.
Mas quem o faz uma vez por semana muda a sua vida social num ano.

Os investigadores que estudam amizades na vida adulta repetem sempre a mesma verdade: não controlas quando foi o teu pico - apenas o que fazes com os anos a seguir.

“A amizade na idade adulta não é um resto da juventude”, diz um psicólogo social. “É uma competência que pode ser reaprendida, de forma muito deliberada, em qualquer idade.”

  • Baixa a fasquia do que “conta” como progresso
    Uma conversa de dois minutos no ginásio, uma troca rápida na porta da escola, uma piada partilhada numa reunião. Estes micro-momentos são tijolos; de perto parecem pequenos.
  • Deixa entrar pessoas novas devagar, não com intensidade
    Aquelas conversas nocturnas, intermináveis, ao estilo adolescente, são raras mais tarde. Tudo bem. Aponta para uma familiaridade calma e constante, em vez de fogo-de-artifício emocional imediato.
  • Protege as amizades que já tens sem congelar o teu círculo
    Não tens de escolher entre amigos antigos e novos. Mas tens de criar tempo real. Uma chamada mensal com um amigo antigo, um café mensal com um novo: isso já é uma estratégia social.

Então o que é que esta “idade precisa” muda, na prática?

Saber que os 25 são uma espécie de pico social não significa que a partir daí seja sempre a descer. Apenas dá nome a algo que muitos sentem aos trinta, quarenta ou cinquenta: que fazer amigos de repente parece nadar contra a corrente, em vez de ser levado por ela.

Quando vês a corrente, deixas de culpar tanto a tua personalidade. Lembras-te de que a tua vida agora é mais densa: contas, prazos, talvez filhos, pais de quem cuidar, um corpo que já não adora noites tardias. Uma amizade que aos 19 cresceria “por defeito” agora precisa de algum planeamento - um calendário, um lembrete no telemóvel.

Isso não é um fracasso. É logística de adulto.

O que os investigadores sugerem discretamente, nas entrelinhas, é uma mudança de mentalidade. Pára de esperar que a amizade seja effortless e começa a tratá-la como algo em que podes investir deliberadamente. Pergunta-te: quais são duas ou três pessoas no meu ambiente actual que eu gostaria genuinamente de conhecer melhor?

Depois testa a realidade contra os teus medos. Estás convencido de que as pessoas estão “ocupadas demais”, “já têm o seu grupo”, “não vão ter interesse”. No entanto, quando alguém te convida para uma caminhada, normalmente ficas tocado - não irritado. Outros adultos estão tão hesitantes, tão cansados e tão famintos de ligação como tu.

Todos já estivemos lá: aquele momento em que vais para casa depois de um quase-amigo a pensar: “Podíamos mesmo ficar próximos se um de nós tiver coragem de voltar a falar.”

A idade exacta em que fazer novos amigos se torna mais difícil é menos um veredicto e mais um ponto de viragem. O destino trata da primeira metade da tua vida social: sistemas escolares, corredores do campus, apartamentos partilhados. A segunda metade depende de ti.

Alguns vão escolher conforto e rotina e ficar bem com isso. Outros vão continuar a empurrar a porta: entrar naquele grupo apesar da ansiedade social, enviar o arriscado “Queremos pôr a conversa em dia um dia destes?”, aparecer uma segunda, terceira, quarta vez - até que as caras se transformem em nomes e os nomes em histórias.

A investigação é clara quanto à curva.
Não diz nada sobre o quão alto podes construir a partir do ponto em que estás nela.

Ponto-chave Detalhe Valor para o leitor
A rede de amizades atinge o pico por volta dos 25 Estudos mostram que o nosso círculo social activo é mais amplo a meio dos vinte e depois tende a encolher Normaliza a sensação de que fazer amigos mais tarde é mais difícil e reduz a auto-culpa
A vida adulta reduz as amizades “acidentais” Trabalho, família e rotinas limitam novos encontros e consolidam círculos existentes Ajuda a ver causas práticas contornáveis, não falhas fixas de personalidade
Hábitos deliberados podem inverter a tendência Contacto regular e repetido em contextos estruturados cria novos laços ao longo do tempo Oferece um caminho concreto para construir amizades significativas em qualquer idade

FAQ:

  • Em que idade exacta os investigadores dizem que fazer novos amigos se torna mais difícil?
    A maioria dos estudos aponta para cerca dos 25 anos como o pico da nossa rede social activa. Depois disso, o número de pessoas com quem interagimos regularmente tende a diminuir, mesmo que continuemos a conhecer novos conhecidos.
  • Isso significa que não posso fazer amigos a sério depois dos 30 ou 40?
    Não. A investigação descreve uma tendência, não um limite. É possível formar amizades profundas e transformadoras mais tarde; normalmente só exige mais intenção, tempo e contacto repetido.
  • Porque é que as amizades pareciam tão fáceis no secundário e na universidade?
    Estavas rodeado de pessoas da tua idade, com horários semelhantes, em espaços partilhados todos os dias. Essa proximidade constante criava condições ideais para surgirem amizades “acidentais”.
  • Qual é uma coisa simples que posso começar este mês para conhecer pessoas novas?
    Escolhe uma actividade de grupo recorrente que aconteça semanal ou quinzenalmente e compromete-te por três meses. Depois escolhe uma pessoa de lá e convida-a para algo pequeno fora desse contexto, como um café rápido.
  • Como lidar com o medo de parecer carente ou estranho?
    Lembra-te de que a maioria dos adultos quer, em segredo, mais amizades próximas, mas tem o mesmo nervosismo em dar o primeiro passo. Um convite claro e de baixa pressão (“Sem problema se não der!”) costuma soar simpático, não pegajoso.

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