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Poupe no aquecimento ajustando apenas uma definição do termostato.

Mulher ajusta um termostato digital numa parede, com uma sala de estar ao fundo e uma chávena em cima da mesa.

A primeira semana fria do ano chega sempre depressa demais. Chegas a casa já de noite, deixas a mala no corredor, e aquele pensamento familiar acerta em cheio: Por favor, que esteja quente aqui dentro.
Sobes o termóstato dois graus sem sequer olhar, meio por hábito, meio por pânico. Os radiadores começam a estalar. O contador de gás começa a girar.
Mais tarde, quando a fatura chega ao teu e-mail, percorres os números sem acreditar. A mesma casa, as mesmas divisões e, ainda assim, parece que o teu dinheiro está a evaporar-se para dentro das paredes. Começas a pensar se precisas de janelas novas, isolamento novo, uma caldeira nova.
Ou se a verdadeira solução está ali, quieta, na parede à tua frente - à vista de todos - escondida atrás de um pequeno número.

O truque de um grau que reduz a fatura sem dar nas vistas

A maioria das pessoas trata o termóstato como um botão de volume do conforto: está frio, sobe; está quente, desce. Sem estratégia, só instinto.
A questão é que aquele número no ecrã tem mais poder do que quase tudo o resto em tua casa. Nem as lâmpadas inteligentes. Nem os vedantes contra correntes de ar. A temperatura definida é a capitã de todo o sistema de aquecimento.
Baixa apenas 1°C e, segundo conselheiros de energia no Reino Unido, podes reduzir os custos de aquecimento em cerca de 5–10%. Sem bricolage, sem equipamento novo, sem passar o fim de semana em cima de um escadote. Só um pequeno ajuste que ninguém vê, mas que a tua conta bancária sente.

Imagina dois vizinhos numa típica casa geminada britânica. A mesma caldeira a gás, o mesmo nível de isolamento, a mesma porta de entrada com folgas que nunca fecha bem.
Um mantém o termóstato nos 22°C “porque odeio ter frio”. O outro vive nos 20°C e veste uma camisola ao fim da tarde. No final do inverno, comparam as faturas à volta de uma chávena de chá.
O vizinho dos 20°C paga dezenas - por vezes centenas - de libras a menos por praticamente o mesmo conforto. A única diferença é aquele número minúsculo na parede. Não é uma caldeira nova, nem vidro triplo: é uma escolha discreta e consistente.

A lógica é brutalmente simples. A tua caldeira queima energia para elevar a casa da temperatura exterior até à temperatura interior que escolheste, e depois continua a lutar para manter essa linha.
Quanto mais alta a linha, mais dura a luta. Cada grau extra significa que a caldeira funciona mais tempo e mais vezes, e a perda de calor através de paredes, telhado e janelas acelera.
Por isso, quando baixas o termóstato de, por exemplo, 21°C para 20°C, não estás apenas “um bocadinho mais frio”. Estás a reduzir a quantidade de energia que foge da tua casa ao longo do dia. Num inverno inteiro, essa pequena mudança transforma-se em dinheiro a sério.

Como mudar uma definição sem congelar no processo

A medida mais eficaz é surpreendentemente suave: escolhe a tua temperatura habitual de conforto, baixa apenas 1°C e mantém assim pelo menos uma semana.
Se costumas estar nos 22°C, passa para 21°C. Se 21°C é a tua norma, experimenta 20°C. Não andes a subir e a descer de poucas em poucas horas. Deixa o teu corpo e a tua casa adaptarem-se ao novo nível.
Ao fim de alguns dias, a maioria das pessoas deixa de notar a diferença. Acrescenta umas meias quentes, talvez uma manta no sofá, e de repente 21°C passa a parecer “normal”. É aí que a poupança começa, sem alarido, a acumular.

O erro clássico é ajustar em pânico. Chegas de um percurso gelado, estás cansado, com os dedos dormentes, e carregas no termóstato até aos 24°C “só para aquecer mais depressa”.
A tua caldeira não aquece mais rápido só porque o número é mais alto. Ela apenas funciona durante mais tempo e ultrapassa o conforto de que realmente precisas. A sala fica abafada, abres uma janela, e lá vai mais calor - e dinheiro - diretamente para a rua.
Num dia mau, depois baixas o termóstato a sério, voltas a ter frio e repetes o ciclo. Sejamos honestos: ninguém faz isto todos os dias por gosto, é só a vida a acontecer. Mas isso dá cabo da fatura de energia, discretamente.

Técnicos e consultores de energia que visitam casas por todo o Reino Unido costumam dizer a mesma coisa:

“Se só mudares uma coisa este inverno, que seja a temperatura definida no termóstato. Um grau parece insignificante - até veres a fatura no fim do ano.”

Para simplificar, podes tratar o termóstato como um orçamento que controlas mesmo:

  • Escolhe uma temperatura “alvo” (19–21°C para a maioria das salas de estar).
  • Baixa 1°C e mantém estável durante uma semana inteira.
  • Usa camadas de roupa, mantas e bebidas quentes como “reforço”, não o termóstato.
  • Mantém os quartos mais frescos (17–18°C chega para dormir, para a maioria das pessoas).
  • Evita o reflexo de “subir para 25°C” quando chegas a casa com frio.

Esta pequena rotina não vai aparecer no Instagram. Ninguém te vai elogiar por isso no trabalho. Ainda assim, pode libertar uma fatia surpreendente de dinheiro ao longo de um único inverno.

Viver com uma casa um pouco mais fresca - e uma conta bancária mais quente

Há um momento estranho que acontece depois de baixares o termóstato e manteres essa decisão durante algum tempo. Numa noite, percebes que estás perfeitamente confortável a uma temperatura que antes te parecia “demasiado fria”.
O teu corpo adaptou-se em silêncio. As tuas expectativas encolheram só o suficiente. A divisão continua a sentir-se como casa, não como uma experiência de poupança de energia.
É aí que este truque simples deixa de parecer privação e passa a soar a uma pequena rebeldia inteligente contra faturas a disparar. Não mudaste a tua vida toda. Só mudaste um número que funciona silenciosamente em segundo plano.

Ponto-chave Detalhe Benefício para o leitor
Baixar 1°C Reduzir o termóstato apenas um grau face ao habitual Poupança possível de 5–10% na fatura de aquecimento
Estabilidade Manter uma temperatura consistente em vez de alterar constantemente Conforto mais estável e consumo mais controlado
Hábitos “tampão” Contar com camadas de roupa, mantas e bebidas quentes Menos dependência do aquecimento, maior sensação de controlo

FAQ

  • Vale mesmo a pena baixar o termóstato 1°C? Sim. Em muitas casas no Reino Unido, esse único grau pode cortar cerca de 5–10% na parte do aquecimento da fatura ao longo de um inverno inteiro.
  • A casa não vai ficar gelada se eu passar de 21°C para 20°C? Podes notar durante um ou dois dias, mas o corpo tende a adaptar-se. Meias quentes, uma camisola e uma manta no sofá costumam compensar facilmente.
  • É melhor desligar o aquecimento quando saio? Para saídas curtas, manter uma temperatura mais baixa e estável costuma ser mais eficiente do que deixar a casa arrefecer muito e reaquecer do zero.
  • Que temperatura devo usar à noite? A maioria dos especialistas sugere cerca de 17–18°C para quartos. Muitas pessoas dormem melhor com um pouco mais de fresco, com um bom edredão.
  • Preciso de um termóstato inteligente para isto funcionar? Não. Um termóstato manual simples chega. Os modelos inteligentes apenas facilitam a programação e o acompanhamento do que realmente estás a consumir.

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