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Pessoas com fracas competências sociais usam frequentemente estas 10 frases sem perceberem o seu impacto.

Duas pessoas conversam numa cafetaria com café e cadernos sobre a mesa, junto a uma janela ensolarada.

Algumas frases não soam cruéis na nossa cabeça, mas magoam ao aterrar. A distância entre o que quisemos dizer e o que as pessoas ouvem é onde as relações, em silêncio, vão ficando mais finas.

Um designer tentou explicar porque é que um prazo parecia impossível, e o gestor interrompeu com um sorriso: “Acalma-te.” A sala ficou em silêncio de um modo pequeno e estranho, como quando alguém entorna um copo mas o apanha mesmo a tempo.

Depois da reunião, cada um voltou para a sua secretária. O gestor provavelmente esqueceu o momento, convencido de que tinha sido prático - até gentil. O designer não esqueceu. Reviu a cena e, na reunião seguinte, disse menos.

Todos já vivemos aquele momento em que uma frase pequena rouba o ar. Quem fala acha que está a trazer clareza. Quem ouve sente julgamento. Há um custo silencioso que a maioria das pessoas não vê. E vai-se acumulando.

As palavras fazem mais do que transportar informação. Transportam estatuto, permissão e segurança. Quando isso parece ameaçado, as pessoas fecham portas que não se vêem. É esse o ponto.

As 10 frases que, discretamente, afastam as pessoas

Eis 10 frases do dia a dia que muitas vezes denunciam um fraco “radar social”: “Sem ofensa, mas…”, “Só estou a ser honesto.”, “Acalma-te.”, “És demasiado sensível.”, “É só uma piada.”, “Tu sempre…”/“Tu nunca…”, “Tanto faz.”, “Na verdade…” (como correção), “Como eu já disse…”, “É o que é.” Soam eficientes. Mas aterram como um carimbo na testa de alguém.

Imagina uma reunião rápida de projeto. Uma pessoa sinaliza um risco. Outra responde: “Como eu já disse…” e avança para uma correção. Ninguém discute. Nem é preciso. A correção acabou de ensinar à sala quem é seguro para falar e quem não é. Até sexta-feira, menos pessoas partilham más notícias. A equipa parece calma - e depois cai no buraco que toda a gente viu.

Estas frases comprimem um momento complexo em controlo. Fecham a curiosidade, rotulam a outra pessoa e elevam quem fala. O cérebro lê isso como uma ameaça ao estatuto e à pertença. A adrenalina sobe. A linguagem estreita. A conversa encolhe: passa de ideias para autoproteção, e o ponto original perde-se no fumo.

O que dizer em vez disso - e como te apanhares a tempo

Experimenta um método pequeno e repetível: reparar, pausar, trocar. Repara no impulso de corrigir ou desvalorizar. Pausa para uma respiração lenta. Troca o espinho por uma ponte. Substitui “Acalma-te” por “Percebo que isto está intenso - queres explicar-me melhor?” Substitui “Na verdade…” por “Posso sugerir outra perspetiva?” Substitui “Tu sempre…” por “Neste caso, reparei que…” Pequenas edições, grande mudança.

Quando o humor fica picante, muda para contexto. Em vez de “É só uma piada”, tenta “Quis aliviar e falhei - desculpa.” Se alguém partilhar um sentimento, troca “És demasiado sensível” por “Isso caiu mais pesado do que eu esperava.” Nomeia o impacto sem discutir o sentimento. Pequenas edições mudam tudo.

Os sinais vencem as declarações. Levanta os olhos do ecrã. Descruza os braços. Baixa a voz, não o ponto. Pausa antes de responder para que o sistema nervoso da outra pessoa possa voltar a entrar na sala.

“A clareza funciona melhor quando viaja com gentileza.”

  • Troca rótulos por detalhes concretos.
  • Faz uma pergunta sincera antes de dares a tua opinião.
  • Ajusta o tom ao momento, não ao teu humor.
  • Oferece escolhas: “Queres a versão rápida ou o contexto completo?”
  • Fecha o ciclo: “Isto caiu da forma como eu pretendia?”

Um tipo diferente de confiança

Há uma confiança que fala alto e uma confiança que cria espaço. A segunda é mais rara. Confia que o teu ponto de vista não desaparece se suavizares as arestas. Sejamos honestos: ninguém faz isto na perfeição. Falamos a partir do stress, do hábito, daquela voz de professor antigo na cabeça.

Ainda assim, pequenas trocas mudam a cultura depressa. As reuniões abrem. O feedback passa a ir nos dois sentidos. As discussões arrefecem e viram conversa. Os momentos desconfortáveis não desaparecem - ficam um pouco mais seguros. As pessoas vão continuar a discordar; só que ficam na sala enquanto o fazem.

Se estiveres atento a essas 10 frases esta semana, vais ouvi-las em todo o lado - na boca dos outros e, às vezes, na tua. Isso não é falhar. É um mapa. O objetivo não é tornares-te um robô das palavras. É reparar no momento em que as tuas palavras constroem uma ponte ou acendem um fósforo - e escolher a ponte mais vezes.

Ponto-chave Detalhe Interesse para o leitor
Trocar o espinho Substituir frases de controlo por frases-ponte Reduz de imediato a defensividade
Liderar com especificidade Usar “neste caso” em vez de “tu sempre/nunca” Mantém o feedback acionável
Pausar antes de responder Uma respiração para reajustar o tom e a escolha Reduz reações impulsivas

Perguntas frequentes (FAQ)

  • O que há de errado em dizer “Só estou a ser honesto”? A honestidade sem cuidado soa muitas vezes a superioridade, não a verdade.
  • “Na verdade…” é sempre mau? Depende do tom e do timing; começa com curiosidade e depois acrescenta a tua perspetiva.
  • Como corrijo alguém sem soar agressivo? Começa pelo que concordas e depois pede para partilhar uma perspetiva diferente.
  • E se a outra pessoa estiver a reagir em excesso? Valida primeiro a emoção e depois cocriem um próximo passo.
  • Estas trocas demoram mais tempo? Alguns segundos agora poupam horas de atrito mais tarde.

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