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Parem de dar nomes esquecíveis às raparigas; as tendências de nomes para meninas em 2026 são ousadas, marcantes e cheias de significado.

Mulher a escrever em caderno numa mesa com brinquedo e plantas ao fundo.

A maternidade cheirava a gel desinfetante e café barato quando a parteira perguntou, quase casualmente: “Então… como é que ela se chama?”
Os jovens pais olharam um para o outro e ficaram paralisados. No berço de plástico: “Bebé Menina – TBD”. Nos telemóveis, três apps diferentes de nomes abertas, a mesma lista curta de nomes suaves, bonitos, dolorosamente seguros. Ava. Emma. Ella. Nomes que sobem ao ar e desaparecem numa chamada de turma.

À volta, outros bebés tinham pulseiras com nomes como Nova, Indigo, Zahra, e até uma menina minúscula chamada Riot. Sentia-se o choque geracional no corredor.

Alguns pais ainda estão a dar nomes a meninas como se estivessem a tentar não incomodar ninguém.
Outros, claramente, já acabaram com os pedidos de desculpa.
Algo grande está a mudar - em silêncio, mas com firmeza.
E 2026 vai torná-lo óbvio.

Os nomes de meninas estão a ficar mais altos, mais estranhos… e mais honestos

Percorra qualquer feed de anúncios de bebés de 2024 e vai reparar logo.
Os nomes suaves, cheios de vogais, que dominaram a última década, começam a dividir espaço com escolhas afiadas, quase desafiantes.

Vê-se irmãs chamadas Lily e Lux.
Gémeas chamadas Isla e Ire.
Novos pais a apostar em apelidos neutros em termos de género, heroínas mitológicas, e até palavras que teriam soado loucas há dez anos: Reverie, Sable, Veda.

Não é apenas sobre “ser diferente”. É sobre recusar dar às raparigas nomes que se evaporam no segundo em que a professora faz a chamada.

Veja-se um infantário de Londres que partilhou com um grupo de pais a lista de entradas previstas para 2025.
Entre as meninas havia 6 Sophias, 5 Isabellas, 4 Ellies… e depois um solavanco: uma criança chamada Solstice, uma Kairo, uma Bloom, uma Juno.

Diz-se que a educadora brincou: “Nunca vou confundir a Bloom com mais ninguém.”
Essa frase diz tudo.

Os pais que escolheram esses nomes mais arrojados não estavam à caça de likes. Estavam cansados de as filhas virarem “Sophia S.” ou “Isabella W.” aos quatro anos.
Cansados de nomes que soam como se tivessem sido escolhidos para agradar aos avós e aos departamentos de RH - e não à rapariga que tem de viver dentro deles.

O que está a emergir para 2026 é um padrão claro: nomes de menina com arestas.
Nomes-palavra com carga emocional: Story, Vow, Glory, Fable.
Nomes globais que viajam e carregam história: Saanvi, Naima, Amara, Zuri.

E depois há o conjunto “quietamente radical”: nomes de rapaz a deslizarem para o lado das raparigas sem pedir licença. Sawyer, River, Ellis, Briar.

Os pais estão a sinalizar uma coisa: as nossas filhas não são decorativas.
Os seus nomes começam a soar menos a renda e mais a aço embrulhado em poesia.

Como escolher um nome de menina que diga mesmo alguma coisa

Um método simples está a pegar fogo nos círculos de nomes: escolher primeiro um valor e só depois encontrar o nome.
Não “o que fica fofo com o nosso apelido”, mas “o que é que, no fundo, esperamos que ela leve para o mundo?”

Talvez seja coragem. Justiça. Liberdade. Curiosidade.
A partir daí, procura-se em línguas, mitos e nomes-palavra.

Coragem pode levar a Andra (raízes gregas), Koa (havaiano), Maëlle (significa “chefe”), ou uma palavra direta como Valor.
Curiosidade pode levar a Saga, Quest, Mira, Kaia.

De repente, o nome já não é só bonito.
É uma promessa que sussurra sempre que o diz.

A maior armadilha em que os pais caem é dar um nome para o conforto dos outros.
Uma mãe em Chicago contou que desistiu do nome “Rebel” para a filha depois de três familiares dizerem que era “demais”. Ficou com Emma. No pré-escolar, a menina era uma de quatro Emmas na mesma turma.

Mais tarde admitiu: “Emma é lindo, mas ainda penso na filha que não tive coragem de nomear.” Essa frase pesa mais do que qualquer guia de estilo.

Todos já passámos por isso: o momento em que reduzimos um grande instinto a algo fácil de explicar num jantar de família.
Quando se trata de nomes, esse compromisso dura uma vida inteira, não apenas um fim de semana.

Às vezes, a coisa mais corajosa que pode fazer como pai/mãe é escolher um nome que faça uma pessoa à mesa levantar uma sobrancelha - e o seu filho/filha, vinte anos depois, dizer baixinho “obrigado”.

  • Teste o nome em voz alta
    Diga-o a sussurrar, a gritar, com o nome do meio, com um tom rabugento. Se continuar a soar certo, está no caminho.
  • Faça o “teste do café”
    Imagine a sua filha aos 28, a pedir um café. Quando o barista chamar o nome dela, soa a ruído de fundo ou a alguém que apetece conhecer?
  • Pergunte: que história conta este nome?
    Sugere herança, uma crença, um lugar de que gosta, uma mulher que admira? Um nome com história envelhece melhor do que um nome só com “vibe”.
  • Evite nomear por medo

Não escolha um nome apenas porque “ninguém vai julgá-lo” - é assim que acaba com algo seguro mas esquecível, para ambos.

Da tendência ao legado: dar nomes a meninas para o mundo em que vão entrar

As tendências de nomes de menina para 2026 são um espelho.
Refletem um mundo onde se espera que as mulheres sejam fortes, visíveis e assumidamente elas próprias - e, ainda assim, muitas vezes educadas com expectativas adoçadas.

Quando se vê a subida de nomes como Stormi, Nyx, Artemis, Noor, Halo, Navy, e até Maverick em meninas, sente-se essa tensão.
Os pais já não fingem que as filhas vão ter vidas suaves e sem complicações.

Um nome arrojado, polémico, com significado, não protege uma criança.
Mas envia uma mensagem: tens direito a ocupar espaço.
Tens direito a ser a personagem principal da tua própria história - não a ajudante com um nome suave e esquecível.

Ponto-chave Detalhe Valor para o leitor
Comece pelo significado, não pelo som Escolha um valor central, uma história ou uma herança, e depois procure nomes que o representem Leva a nomes pessoais e intemporais, não apenas “da moda”
Aceite um pouco de controvérsia Nomes que hoje levantam ligeiras sobrancelhas muitas vezes parecem “normais” dentro de uma década Dá à sua filha uma identidade distinta na escola, no trabalho e online
Prepare o nome para o futuro Use o “teste do café” e imagine-a aos 5, 15, 35, 70 Reduz arrependimentos e ajuda a equilibrar originalidade com uso real no dia a dia

FAQ:

  • Um nome arrojado pode prejudicar a carreira da minha filha um dia?
    A maioria da investigação mostra que o viés de género e de raça afeta as carreiras muito mais do que o estilo do nome, por si só. Um nome forte e claro, fácil de dizer e de soletrar, costuma funcionar bem em contextos profissionais, mesmo que seja invulgar.
  • Como lido com familiares que odeiam o nome?
    Partilhe como uma decisão, não como uma pergunta. Explique o significado de forma breve e mude de assunto. Sejamos honestos: ninguém muda realmente o nome do bebé porque a tia Linda franziu o sobrolho.
  • Usar uma palavra como nome é “demais”?
    Já não. Nomes como Grace e Hope foram nomes-palavra muito antes de aparecerem Reverie ou Storm. A chave é escolher uma palavra que não lhe dê vergonha dizer cem vezes por dia.
  • E se o meu parceiro quiser um nome seguro e eu quiser um arrojado?
    Experimente combinar um primeiro nome ousado com um nome do meio clássico, ou o inverso. Também pode procurar nomes globais que soem familiares, mas tragam uma força mais profunda e menos óbvia.
  • Como sei se um nome está a ultrapassar a linha?
    Faça três perguntas: Está a gozar com alguma cultura ou tragédia? É absurdamente difícil de viver no quotidiano? Soa a piada? Se respondeu “sim” a alguma, volte à lista.

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