A Triton 2026 chega com uma abordagem clara: continuar a ser uma pickup de trabalho, mas com mais refinamento no dia a dia. O que se nota primeiro não é “show”, é a sensação de solidez e o motor a trabalhar com menos esforço - sobretudo em carga e a rebocar.
Primeiro olhar: uma Triton mais dura, mais afiada, feita para trabalho a sério
A imagem está mais quadrada e “plantada”: frente mais direita, faróis LED mais finos e grelha Dynamic Shield com presença. De lado, a cintura mais alta e as cavas das rodas reforçam a ideia de robustez, sem parecer exagerada.
Mais importante do que o desenho é o que está por baixo:
- Plataforma de longarinas (ladder-frame) mais rígida e ligeiramente mais longa, o que tende a ajudar na estabilidade em autoestrada e no controlo quando a caixa vai carregada.
- Caixa de carga com utilização mais prática para material comprido (o detalhe exacto depende da versão/cabina).
O motor é o grande argumento: diesel 2,4 bi-turbo actualizado, com cerca de 201 cv e até 470 Nm (podem variar por mercado/versão). Na prática, isto costuma traduzir-se em:
- Arranques e subidas com menos necessidade de “andar a caçar mudanças”.
- Melhor elasticidade a baixa rotação (útil em obra e fora de estrada).
- Condução mais calma em ritmo constante.
Há caixa manual ou automática de 6 velocidades e o Super Select 4WD-II (nas versões 4x4), com selecção simples entre 2H/4H/4HLc. Para quem alterna entre estrada e caminhos, a diferença está menos na “aventura” e mais no controlo em piso solto, lama ou piso irregular, com menos patinagem e menos stress.
Um cuidado prático: em Portugal, confirme sempre no DUA (Documento Único Automóvel) a massa rebocável, a carga útil e as medidas homologadas de pneus/jantes - é o que manda, não o catálogo.
Funcionalidades inteligentes, consumos no mundo real e um preço que vai levantar sobrancelhas
Por dentro, a Triton deixa de parecer “apenas ferramenta”. Há ecrã táctil de 9", Apple CarPlay e Android Auto sem fios, painel de instrumentos digital (dependendo da versão) e materiais mais agradáveis nos pontos de contacto. Os bancos parecem ter ganho apoio e largura, o que conta em dias longos.
Na utilização real, os pormenores que facilitam mesmo:
- USB à frente e atrás e arrumação suficiente para o básico de trabalho/família.
- Modos de condução (Eco, Gravel, Mud, Sand) para reduzir o “tanto faz” entre asfalto e terra.
- Câmara 360° (nas versões mais equipadas), útil para estacionar e, sobretudo, para alinhar engate de reboque.
Consumo: o que esperar sem fantasias
Em percursos mistos, os valores iniciais apontam para cerca de 8–10 L/100 km, variando bastante com carga, pneus, velocidade e vento. Regra simples: acima de 110–120 km/h numa pickup alta e pesada, o consumo tende a subir de forma visível, mesmo com motor eficiente.
Se vai rebocar com frequência, conte com um aumento significativo (muitas vezes mais do que as pessoas antecipam). Ajuda muito:
- Pressões correctas (incluindo no reboque).
- Carga bem distribuída e sem “peso” a oscilar.
- Ritmo constante em vez de acelerações fortes.
Preço e versões: o “barato” depende do uso
A Mitsubishi quer manter a Triton competitiva face a rivais como Hilux e Ranger, mas em Portugal o preço final costuma depender de homologação (N1 vs. ligeiro de passageiros), impostos, e do tipo de cliente (particular vs. empresa, com ou sem dedução de IVA quando aplicável). Ou seja: o posicionamento pode ser bom, mas vale comparar propostas equivalentes (motor, 4x4, caixa, ADAS, garantia e manutenção).
Nas versões mais equipadas, é comum encontrar o pacote de segurança com cruise control adaptativo, alerta de saída de faixa, ângulo morto, câmara 360° e travagem autónoma de emergência (o conteúdo exacto varia por nível).
- Versões focadas no trabalho – interior mais simples e resistente (por exemplo, vinil), jantes de aço e foco em custo/robustez.
- Dupla cabina de gama média – equilíbrio para quem trabalha e leva família, com ecrã, conforto e ADAS essenciais.
- Topo de gama 4×4 – mais conforto e tecnologia, pensada para uso misto (trabalho + lazer).
Um alerta rápido (e frequente): mais equipamento pode significar mais custo de reparação em pequenos toques (sensores, câmaras, radares). Se a pickup vai para obra todos os dias, pondere o “ponto ideal” de versão.
Onde é que esta Triton encaixa mesmo na sua vida
Esta Triton faz mais sentido para quem quer uma pickup que trabalhe durante a semana e não canse ao fim de semana. O padrão é simples: menos drama, mais facilidade.
No dia a dia, destacam-se três coisas:
- Manobrabilidade melhor do que se espera para o tamanho (importante em ruas estreitas e parques apertados).
- Câmaras e assistências a reduzirem o esforço em estacionamento e engate.
- Suspensão mais composta em asfalto degradado e lombas, sobretudo quando vai sem carga (onde muitas pickups costumam ser mais “saltitonas”).
Se vai rebocar ou carregar com frequência, há dois pontos que evitam dores de cabeça:
1) Carta e limites legais: em Portugal, com carta B, em regra pode rebocar até 750 kg; acima disso, depende do peso máximo autorizado do conjunto (e pode exigir extensão/formação específica ou BE). Confirme antes de comprar reboque.
2) Engate e pesos: use engate homologado, respeite a massa rebocável do DUA e o peso vertical no engate. Má distribuição de carga é uma das causas mais comuns de instabilidade.
| Ponto-chave | Detalhe | Valor para o leitor |
|---|---|---|
| Novo motor diesel potente | Aprox. 201 cv, até 470 Nm, entrega mais cheia a baixa rotação | Mais confiança com carga/reboque e menos esforço em subidas e ultrapassagens |
| Tecnologia inteligente e utilizável | Ecrã 9", CarPlay/Android Auto sem fios, Super Select 4WD-II, modos de condução | Menos fadiga no dia a dia e mais controlo quando o piso piora |
| Bons consumos e preço equilibrado | ~8–10 L/100 km em uso misto (variável) e posicionamento competitivo por versão | Custos de utilização mais previsíveis e boa relação equipamento/preço (dependendo da configuração) |
FAQ:
- O motor da Mitsubishi Triton 2026 é mesmo novo? É uma evolução profunda do 2,4 bi-turbo, com afinação e componentes revistos para melhorar binário e eficiência face ao anterior (a especificação final pode variar por mercado).
- Qual é a capacidade de reboque da Triton 2026? Depende da homologação local e da versão, mas a marca aponta para valores até cerca de 3,5 t com travões, alinhado com o segmento. Confirme sempre no DUA.
- A nova Triton tem sistemas avançados de segurança? Sim, sobretudo nas versões intermédias/superiores: cruise control adaptativo, manutenção na faixa, ângulo morto, tráfego cruzado traseiro e travagem autónoma de emergência (o pacote exacto varia).
- Como é o conforto de andamento face à Triton antiga? A nova base e a suspensão revista tendem a dar mais estabilidade e menos ressalto, especialmente em autoestrada e em piso irregular, incluindo quando vai com pouca carga.
- Quando estará disponível a Triton 2026 e em que mercados? O lançamento é faseado por regiões ao longo de 2025–2026, sujeito a aprovações e calendários de importação/homologação em cada país.
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