Nivea só num lado: o que eu vi mesmo ao espelho
Na 3.ª noite, a diferença deixou de ser “engraçada”: o lado Nivea ficava mais brilhante antes de dormir, quase lustroso. A outra metade mantinha o aspeto habitual.
No 4.º dia, com luz direta, notei o lado Nivea ligeiramente mais “cheio” na bochecha, como se segurasse melhor a água. Uma linha de expressão junto à boca pareceu menos marcada - não como milagre, mais como pele bem hidratada.
No 5.º dia veio a validação externa: uma amiga reparou que um lado estava mais luminoso. Não foi “efeito TikTok”; foi um ar mais descansado, com poros a parecerem menos evidentes (muitas vezes porque a pele está mais macia e uniforme).
No 7.º dia, o padrão era claro:
- Prós: mais hidratação, elasticidade e conforto; a maquilhagem “agarrava” menos às zonas secas.
- Contras: na minha pele mista, a riqueza à volta do nariz trouxe 2–3 poros obstruídos (pequenas elevações, sem grande inflamação). O lado sem Nivea ficou mais equilibrado ao longo do dia.
O resumo honesto: este creme pode ser excelente a selar hidratação, mas em peles mistas/oleosas o risco de congestionamento aumenta, sobretudo na zona T.
Como apliquei o creme azul (e o que mudaria da próxima vez)
O método foi simples: à noite, após limpeza, apliquei o meu sérum leve em todo o rosto. Depois usei Nivea só no lado direito (bochecha, têmpora, maxilar e um toque no canto externo da testa). Evitei nariz e centro da testa.
O meu maior erro foi o clássico: produto a mais. Na 2.ª noite fiz uma camada espessa, que não “sumiu”; ficou em película e foi parar à fronha. Regra prática: para meia cara, tende a chegar uma quantidade do tamanho de uma ervilha - e, se a pele já está confortável, ainda menos.
O que funcionou melhor a meio da semana: pressionar em vez de esfregar. O creme comporta-se como um “selante” (oclusivo): ele não cria água do nada, só ajuda a não a perder. Por isso, o melhor resultado veio quando apliquei por cima de algo hidratante e depois “fechei” com uma camada fina.
O que eu mudaria da próxima vez (mais realista e seguro):
- Aplicar apenas nas zonas secas (normalmente bochechas e contorno externo), e não “à força” na zona T.
- Usar como último passo noturno, sobretudo em dias de vento/frio ou quando a pele está repuxada.
- Se houver tendência a borbulhas/pontos negros, fazer teste numa pequena zona por 2–3 noites e observar.
- Atenção a pele sensível: a fórmula é perfumada em muitas versões; se arder, ficar vermelha ou “picar”, não insistir.
- Perto dos olhos: só no osso orbital/canto externo. É fácil o produto migrar e irritar.
O que este teste de uma semana, em meio rosto, diz realmente sobre os nossos hábitos de skincare
Uma semana de “meio rosto” mostrou algo útil e pouco glamoroso: um creme simples e pesado pode mesmo dar um salto rápido na maciez e na aparência de linhas finas, porque a pele fica mais hidratada e com menos perda de água. As linhas não desaparecem - ficam menos visíveis enquanto a pele está bem preenchida.
Também mostrou o outro lado: quando a pele já tende a oleosidade, “mais” pode virar poros obstruídos. E isso acontece depressa, especialmente se:
- aplicas uma camada grossa,
- usas por cima de muitas camadas (óleos + protetor + maquilhagem),
- ou aplicas onde já tens tendência a pontos negros (nariz/queixo).
O ponto mais importante para mim foi este: nostalgia não é diagnóstico. A lata azul pode ser confortável e eficaz, mas o resultado depende do tipo de pele, da zona do rosto e do contexto (inverno/verão, ativos como ácidos/retinóides, stress, maquilhagem). Usar “com intenção” é diferente de usar “por fé”.
No meu caso, o melhor equilíbrio ficou entre o lado Nivea (conforto + luminosidade) e o lado normal (menos brilho + menos risco de congestão). A pergunta útil não é “qual é o melhor creme?”, é: a minha pele precisa de hidratação (água) ou de oclusão (selar)? Muitas vezes, precisa das duas - mas na dose certa.
| Ponto-chave | Detalhe | Valor para o leitor |
|---|---|---|
| Hidratação visível e rápida | Um lado ficou mais macio, “almofadado” e luminoso em 7 dias | Bom para secura, sobretudo como passo final à noite |
| Risco de poros obstruídos | Na zona próxima do nariz surgiram pequenas elevações | Em pele mista/oleosa, usar só em zonas secas e em pouca quantidade |
| Melhor como selante direcionado | Camada fina por cima de sérum/pele ligeiramente húmida | Maximiza conforto com menos efeitos indesejados |
FAQ:
Pergunta 1 A Nivea azul é boa para usar no rosto todas as noites?
Resposta 1 Em pele normal a seca, pode resultar como passo final noturno (sobretudo no inverno). Em pele mista/oleosa ou com tendência acneica, todas as noites no rosto inteiro costuma ser demasiado; usa apenas em zonas secas e avalia.Pergunta 2 A Nivea azul pode reduzir rugas?
Resposta 2 Não “trata” rugas por si. Pode fazer linhas finas parecerem menos visíveis ao melhorar hidratação e suavidade - é efeito de conforto e preenchimento por hidratação, não um anti-idade completo.Pergunta 3 A Nivea é comedogénica?
Resposta 3 Em algumas pessoas, pode contribuir para poros obstruídos, especialmente na zona T e em pele com tendência a acne. Começa por pouca quantidade, evita as áreas problemáticas e testa antes de usar no rosto todo.Pergunta 4 Posso usar Nivea por baixo da maquilhagem?
Resposta 4 Só se a tua pele for seca e aplicares uma camada muito fina. Em pele mista/oleosa, pode fazer a base escorregar e aumentar brilho. Para muita gente, faz mais sentido à noite.Pergunta 5 A Nivea azul é segura à volta dos olhos?
Resposta 5 Pode funcionar no canto externo/zonas secas, com pouca quantidade. Não é um creme de olhos e pode migrar para dentro do olho e irritar; aplica longe da linha das pestanas e vê como reages.
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