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Esta técnica de corretor disfarça olheiras sem ficar pesada.

Mulher aplica base no rosto com esponja frente ao espelho, em ambiente iluminado por luz natural.

Todos os dias de manhã, a mesma pequena batalha repete-se em frente ao espelho. O café ainda está quente demais, o telemóvel já vibra, e lá estás tu, a dar toques de corretor por baixo dos olhos, na esperança de que hoje finalmente resulte. Dois minutos depois, as olheiras continuam lá… só que ligeiramente beges. E talvez um pouco empastadas.
Piscas os olhos, esbates, adicionas mais uma camada. Começa a marcar nas linhas. O produto assenta nas rídulas que nem sabias que tinhas. Quanto mais tentas esconder, mais se nota.

A certa altura, começas a perguntar-te: será que o produto é que está errado… ou a forma como o estamos a usar?

Há um truque discreto que os maquilhadores usam e que muda por completo a lógica do corretor de olheiras.
E, quando o vires, nunca mais vais olhar para as olheiras da mesma forma.

O verdadeiro problema não são as tuas olheiras - é a espessura

Em frente ao espelho, a maioria das pessoas ataca as olheiras como se fossem uma parede que precisa de uma demão de tinta. Arrastam uma faixa espessa de corretor do canto interno ao externo e depois esbatem até a pele ficar lisa e baça. Em rostos preparados para câmara, isto pode funcionar. Na vida real, à luz do dia, muitas vezes parece maquilhagem a esforçar-se demais.

O que realmente chama a atenção não é a escuridão em si, mas o contraste e a textura. Sombra ao lado de pele luminosa. Maquilhagem a “assentar” pesada numa zona muito fina e em movimento. É por isso que a “cobertura total” clássica tantas vezes sai pela culatra: apaga a nuance, mas denuncia o produto.

Os maquilhadores veem o mesmo padrão repetidamente. As pessoas corrigem em excesso. Escolhem um tom demasiado claro, acumulam cobertura e esquecem-se de que a zona abaixo dos olhos é mais seda do que tela. Uma profissional com quem falei brincou que metade do trabalho dela é retirar corretor, não aplicar.

Pensa naquela amiga que jura que tem olheiras “terríveis” e, quando a apanhas sem maquilhagem, percebes que… não é assim tão mau. O que piora em fotos é, muitas vezes, produto espesso e opaco a partir-se nas rídulas. A textura trai-te muito mais do que a cor. É aqui que entra esta técnica mais leve e estratégica.

A lógica é simples quando a desdobras. Olheiras não são uma cor lisa. Há um tom azulado ou arroxeado perto do canto interno, uma sombra onde existe o sulco lacrimal, talvez alguma vermelhidão junto à linha das pestanas. Quando cobres tudo com uma camada densa, o olho lê aquilo como uma mancha.

Maquilhagem técnica assenta em corrigir primeiro, depois iluminar, e por fim esbater de forma quase invisível. O objetivo não é apagar; é equilibrar. Mirar onde a escuridão realmente está e deixar a tua pele natural fazer o resto. A magia acontece quando a cobertura parece transparente na vida real, mesmo que resulte em câmara. Esse é o ponto ideal para a zona abaixo dos olhos.

A técnica de corretor para olheiras que disfarça sem espessura

Aqui vai o truque discreto: trata o corretor como um cuidado, não como tinta. Começa com pele hidratada, mas não escorregadia - um creme ou gel leve de contorno de olhos, e dá-lhe um minuto para absorver.

Depois, em vez de desenhares um triângulo grande ou uma faixa, coloca três pontinhos minúsculos de um corretor de cor ligeiramente pêssego apenas onde a olheira é mais escura, normalmente no terço interno do olho. Dá toques com o dedo anelar ou com um pincel pequeno e fofo, esbatendo para fora para que as extremidades desapareçam na pele sem produto. O centro fica suavemente corrigido; as bordas desfazem-se.

Por cima, acrescentas só um sussurro de corretor iluminador, não outra máscara completa. Uma quantidade do tamanho de uma cabeça de alfinete no canto interno, um toque suave no canto externo para levantar, e nada na linha da dobra mais funda onde o olho vinca quando sorris.

Depois esbates como se estivesses a polir vidro, não a esfregar creme numa torrada. Toques curtos e leves. Se for preciso, pressiona um véu quase impercetível de pó translúcido apenas onde vinca, com um pincel minúsculo ou até com um cotonete passado no pó. Sejamos honestos: ninguém faz isto todos os dias, mas em manhãs importantes muda tudo. E, de repente, pareces descansada - não “maquilhada”.

A maioria falha porque faz demais, depressa demais. Escolhe um corretor espesso a achar que vai “cobrir melhor”, e aplica diretamente do aplicador com pinceladas grandes e confiantes. A zona abaixo dos olhos não aguenta essa quantidade nem essa pressão. Rebela-se com vincos, agarrando-se a zonas secas e a gritar “estou a usar maquilhagem!” sempre que sorris.

Numa manhã cansada, o reflexo é pôr mais. É humano. Num dia importante, o pânico de esconder tudo ainda aperta mais. No entanto, a técnica que melhor funciona parece quase frustrantemente minimalista. É por isso que muita gente desiste antes de perceber o impacto que ela tem à luz natural.

Há também o lado emocional de que ninguém fala. Depois de uma noite mal dormida, as olheiras vêm com uma dose de autojulgamento. Numa videochamada, apanhas o teu reflexo e pensas que pareces exausta, mais velha, “não tu”. Num encontro ou numa reunião, receias que o teu rosto esteja a revelar a tua vida privada.
Num plano estritamente prático, esta técnica microscópica é um pequeno ato de autorrespeito. Aceitas que a tua pele não precisa de ser apagada - só suavizada onde a luz bate de forma mais dura.

“O corretor não deve parecer produto; deve parecer uma noite melhor dormida”, diz a maquilhadora Maya L., de Londres, que trabalha com clientes que detestam maquilhagem pesada. “Se alguém repara no teu corretor antes de reparar nos teus olhos, a fórmula ou a técnica estão erradas.”

  • Escolhe uma fórmula fina e elástica em vez de texturas “camuflagem” espessas.
  • Corrige a cor primeiro (pêssego ou bege-rosado), e só depois ilumina levemente com um tom do teu tom de pele.
  • Aplica menos do que achas que precisas e acrescenta apenas onde a sombra ainda se nota.
  • Evita produto na dobra mais funda para não abrir fissuras visíveis.
  • Confere o resultado à luz natural, não só no espelho da casa de banho.

Aprender a viver com cobertura mais leve - e gostar mais da tua cara

Quando experimentas esta abordagem mais fina, acontece algo interessante: começas a ver o teu rosto de outra forma. Em vez de perseguires uma zona abaixo dos olhos totalmente apagada, passas a notar como uma sombra natural dá profundidade e expressão. O ar cansado suaviza, sem desaparecer numa máscara bege.

Num comboio cheio ou num café, muitas vezes consegues perceber quem usa este tipo de técnica. A pele parece viva, os olhos apanham a luz e não dá bem para saber se a pessoa dormiu mesmo bem ou se corrigiu com inteligência. Essa ambiguidade subtil é para onde a maquilhagem moderna está a caminhar.

Há também uma confiança silenciosa que vem de não lutar tanto contra a tua cara. Uma pequena mudança na forma como tratas a zona dos olhos pode ecoar no resto da rotina: base mais leve, sobrancelhas mais suaves, menos obsessão em esconder cada marca. Num dia com pouca energia, talvez faças apenas cuidados de pele, um toque deste corretor esbatido e máscara de pestanas.

Todos já vivemos aquele momento em que olhamos para uma selfie em grande plano e fazemos zoom em cada poro e linha. Esta técnica é uma espécie de antídoto para essa autocritica microscópica. Diz: consigo parecer mais descansada, sem fingir que a minha pele é plástico.

Isto não é sobre dominar um “truque” exclusivo de influencers. É um conjunto de pequenos gestos que podes ajustar aos teus hábitos e à tua realidade. Se és pai/mãe e te maquilhas em três minutos no corredor, ainda dá para colocar três pontos e esbater. Se adoras uma rotina completa, podes integrar isto como base e construir um look mais glam por cima.

A zona abaixo dos olhos vai sempre denunciar stress, falta de sono, idade, genética. Isso é normal. A técnica que realmente funciona respeita essa realidade em vez de prometer milagres. Alivia a história que o teu rosto conta, sem a reescrever do zero. E talvez seja por isso que tanta gente que a experimenta não volta atrás.

Ponto-chave Detalhe Interesse para o leitor
Mirar em vez de cobrir Aplicar corretor de cor e corretor apenas nas zonas mais escuras Resultado mais natural, menos produto visível em grande plano
Texturas finas e elásticas Privilegiar fórmulas fluidas, “stretch”, fáceis de fundir Menor risco de efeito empastado, de marcar rídulas ou secura
Menos produto, melhor colocação Micro-quantidades, aplicadas a toques e eventualmente reforçadas localmente Efeito descansado sem efeito máscara, confortável todo o dia

FAQ:

  • Como escolho o tom certo de corretor para a zona abaixo dos olhos? Opta primeiro por um tom pêssego ou bege-rosado para anular o azul ou roxo, e depois usa um corretor que combine com a tua pele ou seja apenas meio tom mais claro. Se tens pele muito clara, mantém-te em subtons neutros; se tens pele mais escura, um pêssego quente ou um subtom corretor mais alaranjado pode ser o teu melhor aliado.
  • Devo aplicar corretor antes ou depois da base? Se usas base, aplica-a primeiro. Muitas vezes já uniformiza parte da escureza, por isso vais precisar de menos corretor. Depois adiciona os pontinhos direcionados por baixo dos olhos onde a sombra ainda se nota.
  • Como evito que o corretor marque vincos? Usa menos produto, evita a dobra mais funda e remove o excesso com a ponta de um dedo limpo antes de selar. Uma quantidade de pó solto do tamanho de um grão de arroz, aplicada com um pincel pequeno, costuma ser melhor do que “baking” ou carregar no pó.
  • E se a zona abaixo dos meus olhos for muito seca? A hidratação é a base: um creme leve de olhos e alguns minutos de espera. Escolhe uma fórmula cremosa e luminosa e esbate com o calor dos dedos. Evita pó pesado e usa, se necessário, um spray fixador de forma leve.
  • Esta técnica funciona em pele madura? Sim - na verdade é ideal. Camadas finas e direcionadas movem-se de forma mais natural com as rídulas. Foca-te em corrigir a cor e manter a textura leve, em vez de perseguir cobertura total, que tende a rachar e a salientar rugas.

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