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Esta técnica de corretor disfarça olheiras sem ficar pesada.

Mulher aplica maquilhagem no rosto usando uma esponja, sentada em frente a um espelho, com produtos de beleza na mesa.

Todos os dias de manhã, a mesma mini-batalha: corretor por baixo dos olhos, dois minutos depois… as olheiras continuam, só que mais bege e a marcar nas linhas. Quanto mais camadas, mais a textura denuncia.

A questão raramente é “falta de produto”. Quase sempre é produto a mais no sítio errado - numa zona fina, móvel e com sombra natural.

O verdadeiro problema não são as tuas olheiras - é a espessura

A maioria tenta “pintar” a olheira: uma faixa do canto interno ao externo, esbate até ficar baço e espera cobertura total. Em luz de dia, isso costuma falhar por duas razões:

1) Contraste + sombra (sulco lacrimal) não desaparecem com opacidade.
2) Textura aparece: rídulas, secura, vincos e produto a partir.

O que chama a atenção não é só a cor escura - é ver corretor “parado” em cima de pele muito fina. E há um erro clássico que piora tudo: usar um tom demasiado claro. Ilumina por instinto, mas muitas vezes deixa a zona acinzentada e mais evidente, sobretudo em foto.

Olheiras também não são uma mancha uniforme: costuma haver azul/roxo mais perto do canto interno, sombra do sulco e alguma vermelhidão junto às pestanas. Quando cobres tudo com uma camada densa, o olho lê “maquilhagem”, não “descanso”.

A lógica que funciona é simples: corrigir a cor onde está escuro, depois uniformizar com pouco produto, e esbater até desaparecer. O objetivo não é apagar - é equilibrar sem criar relevo.

A técnica de corretor para olheiras que disfarça sem espessura

Trata o corretor como um detalhe de precisão (quase como skincare), não como tinta.

1) Preparação rápida (faz diferença): hidrata, mas evita excesso. Um gel/creme leve de contorno de olhos, espera 60–90 segundos e, se estiver brilhante, pressiona um lenço para tirar o que sobra. Pele “escorregadia” = corretor a vincar.

2) Corrigir primeiro (micro-pontos): em vez de triângulo grande, põe 2–3 pontinhos minúsculos de corretor ligeiramente pêssego (ou bege-rosado) apenas na zona mais escura - muitas vezes no terço interno e em cima da sombra do sulco. Esbate a toques com o dedo anelar ou um pincel pequeno e fofo, levando o produto para fora até as bordas desaparecerem.

3) Uniformizar depois (não iluminar à força): por cima, aplica um corretor do teu tom (ou no máximo meio tom mais claro), em quantidade do tamanho de uma cabeça de alfinete. Evita colocar produto na dobra mais funda onde vinca quando sorris - se precisares, fica só com o que “sobrou” no pincel/dedo.

4) Esbater com leveza: pensa em “polir”: toques curtos, pressão mínima. Arrastar demasiado levanta a textura e remove a correção onde interessa.

5) Selar só onde necessário: se vinca, usa pó translúcido em véu - muito pouco (uma quantidade semelhante a um grão de arroz no total, para os dois olhos). Aplica apenas na zona que dobra, com pincel pequeno. “Baking” por baixo dos olhos costuma acentuar secura em vida real.

Dois detalhes que evitam 80% dos problemas: não aplicar direto do aplicador em grandes pinceladas, e não tentar “ganhar” com mais camadas. Se ainda vês sombra, adiciona meio pontinho só onde falta, em vez de reforçar a área toda.

“O corretor não deve parecer produto; deve parecer uma noite melhor dormida”, diz a maquilhadora Maya L., de Londres, que trabalha com clientes que detestam maquilhagem pesada. “Se alguém repara no teu corretor antes de reparar nos teus olhos, a fórmula ou a técnica estão erradas.”

  • Escolhe uma fórmula fina e elástica (as muito espessas tendem a marcar).
  • Corrige a cor primeiro (pêssego/bege-rosado) e só depois uniformiza com um tom próximo do teu.
  • Aplica menos do que achas que precisas e reforça apenas onde a sombra persiste.
  • Evita produto na dobra mais funda e também demasiado junto à linha das pestanas (irrita e vinca mais).
  • Confere o resultado à luz natural (junto a uma janela) - a casa de banho engana.

Aprender a viver com cobertura mais leve - e gostar mais da tua cara

Quando baixas a espessura, acontece algo contraintuitivo: a zona fica mais lisa e mais “cara descansada”, mesmo sem estar totalmente apagada. Um pouco de sombra é normal - e, com textura controlada, deixa de parecer cansaço.

Esta abordagem também facilita o resto da rotina: menos base, menos pó, sobrancelhas mais leves. Em dias corridos, dá para fazer apenas hidratação + estes micro-pontos + máscara de pestanas e sair com ar arranjado, não carregado.

E há realismo aqui: olheiras vêm de genética, sono, stress, idade e estrutura do rosto. A técnica que costuma resultar não promete milagres - só melhora a leitura do rosto, especialmente em luz natural e em videochamada.

Ponto-chave Detalhe Interesse para o leitor
Mirar em vez de cobrir Corretor de cor só onde está mais escuro; depois uniformizar com pouco produto Mais natural, menos risco de “máscara” e de vincar
Texturas finas e elásticas Fórmulas fluidas, fáceis de fundir Menos marcação de rídulas e secura
Menos produto, melhor colocação Micro-quantidades, reforço localizado Dura melhor ao longo do dia e fica melhor em close-up

FAQ:

  • Como escolho o tom certo de corretor para a zona abaixo dos olhos? Para anular azul/roxo, começa com pêssego ou bege-rosado. Depois, usa um corretor do teu tom (ou meio tom mais claro). Evita clarear demasiado: muitas vezes fica cinzento e evidencia a olheira. Em peles mais escuras, um corretor mais quente (pêssego mais intenso) tende a neutralizar melhor.
  • Devo aplicar corretor antes ou depois da base? Se usas base, aplica primeiro (em camada fina). Muitas vezes já reduz o contraste e precisas de menos corretor. Depois faz a correção direcionada.
  • Como evito que o corretor marque vincos? Menos produto, nada na dobra mais funda, e retira excesso com um dedo limpo antes de selar. Se precisares de pó, usa um véu mínimo e só na zona que vinca.
  • E se a zona abaixo dos meus olhos for muito seca? Hidrata e dá tempo para absorver (1–2 minutos). Prefere fórmulas mais cremosas/luminosas e evita pó pesado. Se usares spray fixador, aplica de forma leve e a alguma distância, para não encharcar.
  • Esta técnica funciona em pele madura? Sim - muitas vezes é a que funciona melhor. Camadas finas e colocação precisa movem-se melhor com as rídulas. Foca-te na correção de cor e na textura, não na cobertura total.

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