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Eclipse do século: quase seis minutos de escuridão total - quando acontece e onde poderá ser visto.

Grupo de pessoas a observar a lua com binóculos, sentados num prado à noite sobre uma manta com mapa.

O Sol está alto e, em poucos minutos, a luz começa a “falhar”. O ar arrefece, as sombras ficam estranhas e, de repente, é noite a meio do dia. Num eclipse total, isto não é só ver o Sol “mordido”: é estar dentro da sombra da Lua. E quando a totalidade dura quase seis minutos, há tempo para absorver o que está a acontecer - sem pressa.

Eclipse do século: o momento que vai parar o mundo

O chamado “eclipse do século” refere-se a um eclipse total do Sol com uma totalidade muito longa: perto de seis minutos. Na prática, isso é raro porque exige uma combinação específica (Lua com tamanho aparente grande, Sol com tamanho aparente menor e a trajetória da umbra a passar no sítio certo). Muitos eclipses totais ficam nos 2–4 minutos; aproximar-se dos 6 é excecional.

A grande data apontada para este “quase seis minutos” é 13 de junho de 2132, com totalidade máxima na ordem dos 5 min 55 s (valor aproximado, refinado com o tempo). Para quem quer ver a coroa solar com calma, notar o brilho 360º no horizonte e sentir a mudança súbita do ambiente, uma totalidade longa faz diferença.

Também é um evento “de viagem”: fora do corredor de totalidade, o eclipse pode ser impressionante - mas não é a mesma experiência.

Quando e onde a escuridão de seis minutos vai atingir

O eclipse total de 13 de junho de 2132 deverá iniciar-se sobre o Atlântico e seguir para leste, com o corredor de totalidade a cruzar Marrocos, Argélia, Tunísia, depois em direção a Líbia, Egito e Península Arábica, dissipando-se mais a leste. As localidades exatas dentro do “centro” do corredor (onde dura mais) só ficam bem definidas quando os mapas forem refinados.

Pontos importantes para planear:

  • A faixa de totalidade é estreita (pense em dezenas a poucas centenas de quilómetros): estar “perto” não chega. Fora dela, vê-se parcial - sem o escurecer completo e sem a coroa a olho nu.
  • Em muitos locais do trajeto, a totalidade ocorrerá com o Sol alto (fim da manhã/início da tarde locais), o que aumenta o contraste e o “choque” visual, mas também exige cuidado com calor e exposição.
  • As melhores projeções atuais para maior duração apontam para a zona de Líbia e Egito, com ~5:40–5:55 nos melhores pontos (ordem de grandeza). Outras partes do Norte de África podem ter totalidades longas, mas um pouco menores.

Para leitores em Portugal, a expectativa realista é: não deverá haver totalidade no território. Mesmo que exista eclipse parcial visível, “quase seis minutos de noite” implica viagem para o corredor no Norte de África/Médio Oriente.

Ponto-chave Em poucas palavras Porque interessa
Data 13 de junho de 2132 É o alvo certo para “quase 6 minutos”
Onde é total Corredor estreito pelo Norte de África → Médio Oriente Fora do corredor, não há noite completa
Duração máxima Até ~5:55 (estimativa), melhor em Líbia/Egito Vale a pena posicionamento preciso
Segurança Óculos ISO 12312-2 nas fases parciais O erro típico é “mais um segundo sem óculos”

Como viver verdadeiramente um eclipse que só acontece uma vez por século

A diferença entre “vi” e “vivi” um eclipse total costuma ser logística simples - e disciplina com a segurança ocular.

Planeamento que realmente ajuda (sem complicar):

  • Chegue cedo e tenha redundância. Conte com trânsito, cortes de estrada e parques cheios. Em eclipses famosos, engarrafamentos de horas são comuns ao sair da faixa de totalidade.
  • Tenha 2–3 pontos de reserva ao longo do corredor e decida no dia anterior conforme a nebulosidade. Mesmo 50–100 km podem separar céu limpo de nuvens.
  • Menos equipamento, mais atenção. Óculos certificados, água, chapéu, um casaco leve (a temperatura pode descer alguns graus) e algo para se sentar costumam render mais do que excesso de “gadgets”.
  • Se for fotografar: nunca aponte câmaras/telemóveis/telescópios para o Sol sem filtro solar próprio durante as fases parciais. Para além dos olhos, sensores e óticas também podem sofrer danos. E teste o “setup” antes - o momento não é para aprender menus.

Segurança ocular, sem ambiguidades: só é seguro olhar a olho nu durante a totalidade total (Sol completamente coberto). Assim que aparecer a primeira “lasca” de luz (efeito anel de diamante), os óculos voltam imediatamente.

Sugestão prática para não falhar o essencial:

  • Use o telemóvel para um ou dois registos curtos e depois guarde-o. A coroa, o escurecer e o horizonte em 360º são o que ficam na memória.

O que este eclipse diz sobre nós, e não só sobre o céu

O eclipse dura minutos; a expectativa e as histórias duram décadas. Há algo de raro em um fenómeno que obriga pessoas muito diferentes a fazer a mesma coisa ao mesmo tempo: parar e olhar para cima.

Eclipses totais também expõem um contraste curioso: vivemos rodeados de luz e ecrãs, mas bastam alguns minutos de sombra para a atenção ficar total. Mesmo quem não liga a astronomia acaba a falar de trajetórias, mapas, “corredor” e por que motivo um eclipse parcial não substitui a totalidade.

Em 2132, o mundo será outro - mas a regra será a mesma: há uma linha precisa no mapa e uma janela curta no relógio. Quem estiver dentro dela vai perceber, sem grande teoria, como o céu consegue tornar-se pessoal.

FAQ

  • Quanto tempo vai durar, de facto, o “eclipse do século” de 2132? O evento completo (do primeiro ao último contacto) dura horas, mas a totalidade - a “noite” - deverá atingir quase 6 minutos no máximo (aprox. 5:55), com muitos locais a ficarem abaixo disso.
  • Que países têm maior probabilidade de ver a totalidade mais longa? As previsões atuais favorecem Líbia e Egito para as durações máximas, com segmentos de Marrocos, Argélia e Tunísia também dentro do corredor de totalidade.
  • É seguro olhar para o eclipse sem óculos durante a totalidade? Sim, apenas durante a totalidade total. No instante em que reaparece qualquer parte brilhante do Sol, os óculos voltam. O erro comum é tirar/voltar a pôr tarde demais.
  • Que tipo de óculos de eclipse devo comprar? Procure ISO 12312-2, de vendedor confiável. Evite produtos sem marca/norma, filtros riscados e soluções caseiras. Óculos de sol não servem.
  • Este eclipse será visível na América do Norte ou na Europa? A totalidade não deverá passar pela Europa; em Portugal, o mais provável é, na melhor das hipóteses, ver-se parcial. Para a experiência completa, conte com viagem para o corredor no Norte de África/Médio Oriente.
  • E se o tempo estiver nublado no dia do eclipse? É o maior risco. Por isso é que se escolhem zonas historicamente mais secas e se prepara mobilidade. Com nuvens finas pode notar-se o escurecer e o arrefecer, mas a coroa pode ficar escondida.

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