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Cortes de cabelo após os 60: esqueça estilos antigos; este corte é visto por profissionais como o mais jovem e moderno.

Mulher com cabelo castanho curto sentada num salão de cabeleireiro moderno com espelho e produtos ao fundo.

Às vezes, o que envelhece não é a idade - é o corte que ficou em “piloto automático”. Cabelo comprido e sem forma, apanhado sempre do mesmo modo, tende a pesar os traços e a apagar o contorno do rosto.

Um ajuste certo (não necessariamente “radical”) pode devolver leveza: um bob moderno, com camadas suaves e movimento, pensado para o seu tipo de cabelo e para a rotina que realmente tem.

O corte que os cabeleireiros chamam “retrocesso instantâneo” depois dos 60

Muitos profissionais acabam por recomendar o mesmo caminho: um bob moderno em camadas, com comprimento algures entre a maçã do rosto e a clavícula. Não é o bob rígido “em capacete” - é uma versão leve, com textura, que não parece montada.

Porque costuma funcionar tão bem depois dos 60:

  • Combate a gravidade: menos peso a puxar o rosto para baixo do que um cabelo muito comprido.
  • Define sem endurecer: um curto demasiado severo pode sublinhar ângulos; o bob em camadas suaviza e estrutura ao mesmo tempo.
  • A luz ajuda: textura e camadas bem feitas evitam o “bloco sólido” e dão dimensão (sobretudo em grisalhos e cabelos com madeixas).

Regras rápidas que fazem diferença no resultado:

  • Onde o corte “bate” importa: se parar exatamente na zona mais larga do rosto, pode alargar visualmente; muitas pessoas ficam melhor com o comprimento um pouco abaixo do queixo ou até à clavícula.
  • Camadas não são sinónimo de desbaste agressivo: em cabelo fino/ralo, camadas a mais podem tirar densidade; prefira camadas discretas e uma linha (perímetro) mais cheia.
  • Crespo/ondulado pede outra técnica: em cabelo encaracolado, um bob pode ficar ótimo, mas convém cortar a pensar na contração do cacho e na forma “natural”, não apenas em cabelo esticado.

A ideia não é “parecer 30”. É parecer mais desperta, mais atual e mais próxima de si - sem esforço teatral.

Como pedir (e viver com) este bob rejuvenescedor

Chegue à marcação com intenção. Duas ou três fotos (de mulheres com idade e textura de cabelo parecidas) ajudam mais do que uma referência de celebridade que passa horas em styling.

O que pedir, em linguagem simples:

  • Um bob em camadas com movimento, não um bob reto.
  • Camadas suaves a emoldurar o rosto, começando perto das maçãs do rosto (ajusta-se ao formato).
  • Nuca mais leve, para não assentar como “capacete”.
  • Defina o seu nível de manutenção: se não usa escova/placa, o corte tem de ser desenhado para cair bem ao natural.

Erros comuns que envelhecem sem necessidade:

  • “Só aparar as pontas” eternamente: muitas vezes mantém exatamente a forma que pesa e apaga o rosto.
  • Volume a qualquer custo (cardar, laca pesada, caracóis duros): dá altura, mas tende a parecer datado - e raramente é sustentável no dia a dia.
  • Desbaste excessivo: pode criar frizz, pontas transparentes e um aspeto “cansado”, sobretudo em cabelo grisalho ou fino.

“Depois dos 60, o corte mais jovem é o que se mexe. Um bob em camadas que se desloca quando vira a cabeça transmite energia; estilos rígidos transmitem o contrário.”

Pontos práticos (para levar consigo):

  • Comprimento: entre a maçã do rosto e a clavícula; se quiser prender, a clavícula costuma ser o mínimo confortável.
  • Textura: camadas leves e acabamento natural; evite linhas duras à volta do rosto.
  • Pentear: secagem rápida com escova redonda ou com os dedos; finalize com pouca quantidade de creme/leave-in (o equivalente a uma ervilha).
  • Cor: grisalho natural funciona muito bem; para um ar mais fresco, muitas pessoas beneficiam de dimensão suave (madeixas finas/low lights) e brilho.
  • Manutenção: em média, 6–8 semanas para manter a forma; mais curto exige mais disciplina, mais comprido permite esticar um pouco.

Deixar o cabelo acompanhar a vida que realmente vive

Depois dos 60, a pergunta útil costuma ser: “Que corte encaixa na minha vida real?” Um bob em camadas é popular porque é versátil sem exigir “rotinas de salão” em casa.

Na prática, ele dá-lhe opções:

  • fica bem com óculos (e pode ser colocado atrás da orelha sem perder a forma);
  • passa de casual a mais polido com uma risca ao lado e uma secagem rápida;
  • aguenta bem dias húmidos (com um finalizador anti-frizz leve, sem pesar).

O objetivo não é esconder idade. É retirar o que está a pesar - no cabelo e no conjunto - para que o rosto volte a aparecer com clareza.

Ponto-chave Detalhe Valor para a leitora
Bob moderno em camadas Entre maçã do rosto e clavícula, com camadas suaves à volta do rosto Eleva e define sem parecer “forçado”
Movimento em vez de rigidez Textura leve, acabamento natural, pouca laca Mais atual e fácil no dia a dia
Manutenção realista Styling simples + retoque regular Menos esforço, melhor forma

FAQ:

  • Pergunta 1 O bob vai fazer o meu cabelo ralo parecer ainda mais fino?
    Depende das camadas. Em cabelo ralo, peça camadas mínimas e uma linha mais cheia nas pontas; evite desbaste agressivo. Um pouco de mousse na raiz e secar levantando a raiz costuma ajudar.

  • Pergunta 2 Posso manter o meu grisalho natural com este corte ou preciso de pintar?
    Pode manter. O que mais muda o aspeto é brilho e definição: um tonalizante/“gloss” ocasional no salão e um champô matizador usado com moderação podem evitar amarelecimento e dar acabamento mais cuidado.

  • Pergunta 3 E se o meu rosto for redondo ou cheio - um bob não vai enfatizar isso?
    Um bob mais comprido (abaixo do queixo/clavícula), com frente ligeiramente mais longa e risca lateral, tende a alongar. Evite um corte que pare exatamente na parte mais larga do rosto.

  • Pergunta 4 Com que frequência preciso mesmo de voltar ao salão para manter a forma?
    Conte com 6–8 semanas; se for à clavícula, muitas pessoas conseguem ir a cada 8–10. Se usar franja, pode precisar de pequenos ajustes mais cedo.

  • Pergunta 5 Este corte dá muito trabalho a pentear todas as manhãs?
    Em geral, não. Um bob bem desenhado deve ficar bem com uma secagem rápida; a maior diferença vem de um bom corte + pouco produto (e protetor térmico se usar calor).

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