A primeira vez que ouvi alguém dizer: «Já estou farta da minha air fryer», soou quase a blasfémia. Esta caixinha a zumbir tinha-se tornado a querida dos jantares durante a semana, dos meal preps do Instagram e das batatas fritas “sem culpa”. E, no entanto, ali estava ela, a minha amiga Clara, a deslizar uma máquina nova e reluzente para cima da bancada e a empurrar a air fryer para o lado como uma estrela reformada.
O vapor, e não o ar quente, estava prestes a roubar o protagonismo.
O novo aparelho começou a zumbir suavemente e, depois, libertou uma onda de vapor perfumado que cheirava a almoço de domingo e à cozinha da tua avó - tudo ao mesmo tempo. Enquanto a velha air fryer ali ficava, como um truque único repetido até à exaustão, este aparelho prometia nove métodos de cozedura num corpo desajeitado, mas estranhamente elegante.
E as batatas fritas eram só o início.
Da febre da air fryer à ascensão da estrela 9-em-1 da cozinha
Entra agora em qualquer cozinha de um apartamento pequeno e é provável que encontres a mesma cena: uma air fryer cansada a ocupar metade da bancada, uma panela de cozedura lenta esquecida num armário e uma panela de arroz volumosa que só vê a luz do dia uma vez por mês. O espaço é precioso. Os electrodomésticos multiplicam-se. E a maioria só faz uma coisa - mais ou menos bem.
É aqui que entra, de rompante, a nova vaga de aparelhos 9‑em‑1 para cozinhar com vapor.
Vê a geração mais recente de multicookers com modos de vapor e “air-crisp”. Uma só caixa consegue cozinhar sob pressão, cozer a vapor, assar, saltear, cozinhar lentamente, grelhar, reaquecer, fritar a ar e até fazer iogurte. Um aparelho, nove técnicas.
Uma amiga com dois bebés disse-me que agora usa o dela todos os dias: papas de aveia a vapor de manhã, massa cozinhada e finalizada com um gratinado à noite, legumes feitos ao lado enquanto corta a salada. A antiga air fryer? Subiu para cima do frigorífico “para o caso de ser preciso” e, depois, foi sendo lentamente esquecida.
Não é só uma mudança de gadget - é uma mudança de rotina.
A lógica é simples: em vez de bombardear tudo com ar seco e quente, estas unidades 9‑em‑1 apoiam-se fortemente no vapor e na pressão controlada. A comida cozinha mais depressa, mantém-se suculenta e não sai com aquele ar de cartão disfarçado de jantar.
Quando podes alourar, cozinhar em lume brando, cozer a vapor e estaladiçar na mesma panela, as receitas deixam de parecer tarefas que exigem três tachos e um lava-loiça cheio. O consumo de energia muitas vezes também desce, porque aqueces uma câmara compacta em vez de um forno inteiro.
De repente, a air fryer parece um bocadinho… unidimensional.
Como usar realmente uma panela 9‑em‑1 para substituir a tua air fryer (e mais)
Começa pela mudança mais simples: troca o teu jantar habitual “frito a ar” por uma rotina em “dois passos” - vapor e depois crocância. Tempera coxas de frango com uma marinada rápida diretamente na panela, junta um pouco de caldo por baixo da grelha e faz um ciclo curto de vapor ou de pressão.
Quando a carne estiver cozinhada e suculenta, ativa a função de crisp ou grelhar durante alguns minutos, até a pele borbulhar e dourar. O mesmo com batatas: pré-coze a vapor, escorre, envolve com um fio de óleo e ervas e termina em air-crisp.
Ficas com a crocância adorada, mas com o interior fofo e húmido - em vez de seco e rijo.
A maioria das pessoas liga uma 9‑em‑1, usa três modos e depois evita os restantes por hábito. Todos já passámos por isso: aquele momento em que olhas para nove botões e só confias em dois.
O truque é “atribuir” cada modo a uma tarefa específica semanal. Cozinhar sob pressão vira o teu lote de feijão ao domingo. O vapor fica para legumes e dumplings durante a semana. O saltear serve para molhos rápidos nas noites úteis. O grelhar é para aquele último toque de queijo derretido por cima da massa. A cozedura lenta é a tua melhor amiga no inverno para sopas que podes deixar a fazer durante horas.
Sejamos honestos: ninguém usa todas as funções todos os dias. Mas usar três ou quatro bem já pode justificar largar metade dos teus velhos aparelhos.
«Eu achava que a air fryer era o meu atalho», diz a Léa, 32 anos, que cozinha numa kitchenette apertada. «Depois percebi que continuava a cozer arroz num tacho à parte, a fazer legumes no micro-ondas e a aquecer sobras numa frigideira. Esta máquina nova faz tudo no mesmo sítio. Abri uma gaveta e, de repente, voltei a ter espaço.»
- Vapor: para frango suculento, peixe, dumplings, legumes que não mirram.
- Cozinhar sob pressão: feijão seco, cortes rijos de carne, guisados em tempo recorde.
- Cozedura lenta: refeições “programar e esquecer” que fervilham enquanto trabalhas.
- Saltear: alourar cebola, tostar especiarias, iniciar molhos diretamente na panela.
- Assar: bolos pequenos, pão de banana, quiches sem base sem ligar o forno.
- Grelhar / crisp: o toque final para pele, queijo, pão ralado.
- Reaquecer: sobras revividas sem secar, graças ao vapor.
- Arroz / cereais: fofo, consistente, sem vigiar o fogão.
- Fritar a ar: quando só queres batatas ou asas rápidas e estaladiças.
Quando começas a ver essas nove opções como nove momentos específicos da tua semana, o aparelho deixa de intimidar e passa a sentir-se como um sous-chef silencioso.
Para além de fritar: uma nova forma de pensar a cozinha do dia a dia
Substituir uma air fryer por um gadget 9‑em‑1 não é só poupar espaço ou correr atrás do próximo aparelho da moda. É uma mentalidade diferente sobre cozinhar em casa. Jantares rápidos já não têm de ser bege e secos. Cozinhar em lote não precisa de significar três bicos ligados ao mesmo tempo e o forno a aquecer num dia quente.
Esta nova geração de multicookers orientados para o vapor desafia discretamente aquela ideia antiga de que cozinhar depressa dá sempre má textura - ou que comida saudável vai saber inevitavelmente a “pouco”. Com nove modos, podes mudar de rumo. Começas na pressão, terminas no grelhador. Começas no vapor, terminas no crisp. Passas de um para o outro sem mudar de panela.
Há também um conforto psicológico em ter uma “base” fiável para as refeições. Pais ocupados usam-na para manter o arroz quente enquanto deitam os miúdos. Estudantes cozem dumplings a vapor à meia-noite sem encher o estúdio de fumo. Quem trabalha em casa deita legumes cortados, uma mão-cheia de lentilhas e caldo na cozedura lenta, e o cheiro vai enchendo a sala até à hora de almoço.
O momento da air fryer foi sobre conveniência. O momento do 9‑em‑1 é sobre flexibilidade.
Depois de provares um frango cozido a vapor e depois estaladiçado, na mesma panela, aquele “tudo frito a ar” à moda antiga começa a parecer internet por dial-up. Vais lembrar-te com carinho, mas provavelmente não vais voltar.
| Ponto-chave | Detalhe | Valor para o leitor |
|---|---|---|
| 9 métodos de cozedura num só | Vapor, pressão, cozedura lenta, saltear, assar, grelhar, reaquecer, arroz, fritar a ar | Substitui vários aparelhos de uso único e liberta espaço na bancada |
| Técnica vapor-mais-crisp | Cozinhar primeiro de forma suave e terminar com grelha ou air-crisp | Carne e legumes mais suculentos com o mesmo acabamento crocante de uma air fryer |
| Uso focado na rotina | Atribuir cada modo a uma tarefa semanal específica ou a um tipo de refeição | Torna a máquina fácil de usar diariamente, em vez de ficar a ganhar pó |
FAQ:
Pergunta 1: Uma panela 9‑em‑1 consegue mesmo substituir totalmente a minha air fryer?
Sim, porque a maioria dos modelos inclui uma definição de air-crisp ou fritar a ar. Continuas a fazer batatas, nuggets e asas, mas ganhas também vapor e pressão, que mantêm a comida tenra em vez de seca.Pergunta 2: Uma 9‑em‑1 não é mais difícil de limpar do que uma air fryer simples?
Surpreendentemente, não. A maioria tem uma única cuba interior e uma grelha amovível para crisp ou vapor. Desde que ponhas de molho por uns minutos e evites que molhos queimem no fundo, a limpeza é semelhante - ou mais fácil - do que esfregar o cesto de uma air fryer.Pergunta 3: Poupa mesmo energia em comparação com usar o forno?
Para refeições pequenas a médias, geralmente sim. Aquece-se um espaço compacto, muitas vezes sob pressão, o que reduz tempo de cozedura e consumo de energia face a ligar um forno de tamanho normal para um tabuleiro.Pergunta 4: E se eu tiver medo da função de cozinhar sob pressão?
Começa sem ela. Usa primeiro vapor, saltear e air-crisp. Quando te sentires confortável, experimenta um prato simples como lentilhas ou batatas no modo de pressão, seguindo o manual à risca. As válvulas de segurança modernas são muito mais tranquilizadoras do que as antigas panelas a apitar.Pergunta 5: Este tipo de aparelho vale a pena para uma pessoa sozinha?
Sim, especialmente se vives num espaço pequeno. Podes cozinhar uma vez e reaquecer com vapor durante vários dias, experimentar refeições de uma panela e evitar comprar uma panela de arroz, uma air fryer e um mini-forno em separado.
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