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A partir de 8 de fevereiro, as pensões só aumentam para quem entregar o certificado em falta, gerando revolta entre quem não tem acesso à internet.

Pessoa segurando envelope com "CERTIFICADO" numa sala, enquanto outras pessoas trabalham ao computador.

No balcão dos CTT, numa manhã de semana, a fila vai até à porta. Muitos trazem a mesma carta na mão e a mesma dúvida: “Isto quer dizer que só aumentam a pensão se eu entregar mais um papel?”

A frase que ficou na memória é simples e dura: o aumento “só será aplicado após a receção do certificado em falta”. Para quem não tem internet, impressora, ou alguém por perto para ajudar, o recado soa a castigo.

A partir de 8 de fevereiro, um aumento da pensão… só para quem conseguir “provar” que existe

A ideia, no papel, é esta: a partir de 8 de fevereiro há revalorização da pensão, mas o aumento só aparece quando a entidade que paga (Segurança Social, CGA ou um fundo) recebe e valida um “certificado em falta” - muitas vezes um certificado de vida ou de situação.

O objetivo é administrativo e comum: confirmar que a pessoa está viva e que dados relevantes (morada, estado civil, residência) não mudaram. O problema é o “como”:

  • em muitos casos, o pedido chega com QR code e instruções para submeter online (upload de PDF/foto);
  • alternativas como correio existem, mas podem demorar mais a ser processadas;
  • quem não tem acesso digital fica dependente de filas, deslocações e terceiros.

Exemplo típico: uma pessoa numa aldeia, com transporte limitado, tenta telefonar, espera muito tempo, a chamada cai; vai à cidade, ouve “online ou por correio”. O receio não é a burocracia: é o dinheiro não entrar a tempo para despesas básicas (luz, medicamentos, aquecimento).

Detalhes práticos que fazem diferença:

  • Não espere pelo “último dia”: a validação pode levar dias (e, em épocas de pico, mais).
  • Não envie documentos originais (Cartão de Cidadão, passaporte). Quando pedem identificação, normalmente basta cópia/foto legível.
  • Se enviar por correio, prefira correio registado e guarde o comprovativo (é a sua prova de envio/entrega).
  • Se alguém ajudar online, não partilhe PINs nem palavras‑passe; peça apenas para submeter o documento e guardar o comprovativo.

Como tratar do certificado em falta quando não se está ligado

Sem internet, o caminho mais realista é presencial. Em Portugal, costuma haver apoio em:

  • Espaço Cidadão / Loja do Cidadão (quando disponível na sua zona)
  • Junta de Freguesia / Câmara Municipal
  • IPSS, centros sociais, associações locais
  • Balcões da entidade pagadora (Segurança Social, CGA ou o seu fundo)
  • Em alguns casos, CTT (dependendo do serviço disponível no posto)

Vá cedo e leve o essencial: Cartão de Cidadão, número de identificação associado à pensão (o que vier na carta), e a carta original. Se tiver, leve também correspondência anterior sobre a pensão.

Dois erros comuns atrasam tudo: 1) deixar a carta “para depois”;
2) entregar o formulário incompleto (falta assinatura, data, ou um campo obrigatório).

Uma regra simples: preencha devagar e confirme no fim (assinatura + data + anexos). Um campo em branco pode obrigar a repetir o processo.

Quando entregar:

  • Peça para carimbarem/datar uma cópia (ou peça um comprovativo de submissão/entrega).
  • Anote num caderno: o que entregou, onde e em que dia.
  • Se não se consegue deslocar, pergunte por apoio ao domicílio (algumas autarquias/IPSS fazem, mas nem sempre é muito divulgado).
  • Guarde uma pasta única (papel) para Documentos da Pensão: cartas, cópias, comprovativos e datas.

Uma nova linha de fratura entre quem clica e quem espera na fila

Quando um aumento é comunicado “para todos”, mas na prática fica condicionado a um passo digital (ou a uma entrega que exige deslocação), a sensação de injustiça cresce. Não é só dinheiro: é confiança e dignidade.

A digitalização pode mesmo poupar tempo e custos - para quem consegue usá-la. Para quem está isolado, doente, sem literacia digital ou sem rede de apoio, o risco é outro: atrasos, chamadas intermináveis, idas repetidas ao balcão, e semanas de incerteza.

Há respostas locais que funcionam e valem a pena procurar: - “dias do certificado” organizados por associações/IPSS; - apoio pontual em juntas e Espaços Cidadão; - ajuda de familiares/vizinhos (com cuidado e sem expor dados sensíveis).

O teste, nas semanas à volta de 8 de fevereiro, não é só técnico. É ver se o sistema consegue dar alternativas reais (prazos, atendimento, validação) para quem está offline - sem obrigar as pessoas a “provar” a sua vida em filas.

Ponto-chave Detalhe Valor para o leitor
Prazo em torno de 8 de fevereiro Aumento aplicado apenas após receção e validação do certificado em falta Perceber por que motivo o pagamento pode chegar mais tarde ou sem atualização
Existem soluções offline Junta/Câmara, Espaço Cidadão/Loja do Cidadão, IPSS, balcões da entidade pagadora e, por vezes, CTT Saber onde pedir ajuda quando não tem internet nem impressora
Preparar documentos e prova Levar identificação e carta; guardar cópias, comprovativos e datas (idealmente registado no correio) Reduzir o risco de atrasos e ter prova se precisar de reclamar

FAQ:

  • Pergunta 1 O que é exatamente este “certificado em falta” ligado ao aumento da pensão de 8 de fevereiro?
  • Resposta 1 Normalmente é um certificado de vida ou de situação (dados pessoais/residência) que a entidade pagadora pede para manter o processo atualizado. Sem isso, podem não aplicar a revalorização até confirmarem a informação.

  • Pergunta 2 O que acontece se eu não enviar o certificado antes de 8 de fevereiro?

  • Resposta 2 Em muitos casos, o aumento não é aplicado nessa data e pode haver atraso na atualização. Nalgumas situações, o pagamento pode ficar temporariamente suspenso até o documento ser validado. O valor costuma ser regularizado depois, mas o intervalo pode ser difícil de gerir.

  • Pergunta 3 Não tenho computador nem internet. Como posso enviar o certificado?

  • Resposta 3 Use canais presenciais: Junta/Câmara, Espaço Cidadão/Loja do Cidadão, IPSS/associações, balcões da entidade pagadora. Podem ajudar a imprimir, preencher e submeter (online no local) ou enviar por correio.

  • Pergunta 4 Um familiar ou vizinho pode tratar deste procedimento por mim?

  • Resposta 4 Pode ajudar, sim, sobretudo na submissão online ou no envio por correio. Evite partilhar códigos e passwords; peça apenas para anexar/enviar o documento e guardar o comprovativo. Se for necessário falar com a entidade em seu nome, pode ser pedida uma autorização/representação.

  • Pergunta 5 Que documentos devo levar quando for pedir ajuda para o certificado?

  • Resposta 5 Cartão de Cidadão (ou outro ID), a carta recebida, o número/identificação associado à pensão indicado na comunicação e, se tiver, correspondência anterior. Um comprovativo recente do pagamento (extrato) pode ajudar se houver divergências no processo.

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