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Nivea: Apliquei o creme azul todas as noites só de um lado do rosto durante uma semana. Eis o resultado.

Mulher aplica creme no rosto, usando uma bandolete branca na cabeça, em frente ao espelho numa casa de banho iluminada.

Nivea só num lado: o que eu vi mesmo ao espelho

O teste foi simples: usar o creme azul só numa metade do rosto e manter a rotina normal na outra. Assim, a comparação é direta (menos influência de luz, maquilhagem ou “dias bons”).

O que ficou claro em 7 dias:

  • O lado com Nivea ficou mais macio e com aspeto mais “cheio”, típico de pele que perde menos água durante a noite.
  • Em pele mista, também ficou mais brilhante e pesado, sobretudo perto da zona T.
  • A maquilhagem agarrou menos às zonas secas do lado com creme, mas o brilho aparecia mais cedo ao longo do dia.

A partir do 3.º/4.º dia a diferença já era consistente: bochecha ligeiramente mais “almofadada” e uma linha de expressão perto da boca menos marcada - não por “apagar” rugas, mas por hidratação + oclusão (a pele fica mais uniforme quando está confortável).

No fim da semana, o balanço foi este:

  • Prós: mais conforto, elasticidade e menos aspeto ressequido.
  • Contras: na minha pele mista, a riqueza perto do nariz acabou por trazer 2–3 poros obstruídos (pequenas elevações, sem inflamação).

Resumo honesto: funciona muito bem a selar hidratação, mas em peles mistas/oleosas o risco de congestionamento sobe, especialmente na zona T.

Como apliquei o creme azul (e o que mudaria da próxima vez)

À noite, fiz: limpeza → sérum leve no rosto todo → Nivea só no lado direito (bochecha, têmpora, maxilar e um toque no canto externo da testa). Evitei nariz e centro da testa.

O meu maior erro foi o mais comum: quantidade a mais. Na 2.ª noite fiz uma camada espessa e ficou em película (e parte foi parar à fronha). Regra prática:

  • Para meia cara, costuma chegar uma quantidade do tamanho de uma ervilha (e muitas vezes menos, se a pele já estiver confortável).

O que funcionou melhor foi aplicar como “tampa”:

  • Pressionar em vez de esfregar, por cima de pele ligeiramente húmida ou de um hidratante/sérum. Este tipo de creme não “cria” hidratação; reduz a perda de água (TEWL), por isso rende mais quando há algo por baixo a hidratar.

O que eu mudaria (mais realista e com menos chatices):

  • Usar só em zonas secas (normalmente bochechas/contorno externo), e não tentar “forçar” na zona T.
  • Tratar como passo final noturno, especialmente em dias de vento/frio ou quando a pele fica repuxada.
  • Se houver tendência a borbulhas/pontos negros, testar numa área pequena 2–3 noites antes de pôr na cara toda.
  • Se usares retinóide/ácidos, ir com calma: a oclusão pode intensificar a sensação de irritação. Começa com camada finíssima e evita aplicar por cima de pele a arder/descamar.
  • Perto dos olhos, só no osso orbital/canto externo. O produto pode migrar e irritar se encostar à linha das pestanas.

O que este teste de uma semana, em meio rosto, diz realmente sobre os nossos hábitos de skincare

Este teste mostrou duas verdades pouco glamorosas, mas úteis:

1) Um creme simples e mais “pesado” pode dar um salto rápido na maciez e no aspeto de linhas finas - porque a pele fica mais hidratada e perde menos água. As linhas não desaparecem; ficam menos visíveis enquanto a pele está bem preenchida.

2) Em pele que já tende à oleosidade, “mais produto” pode virar poros obstruídos depressa, sobretudo se:

  • aplicas uma camada grossa,
  • empilhas muitas camadas (óleos + protetor + maquilhagem),
  • ou aplicas onde já tens tendência a pontos negros (nariz/queixo).

O ponto-chave: nostalgia não é diagnóstico. A lata azul pode ser confortável e eficaz, mas o resultado depende do tipo de pele, da zona do rosto e do contexto (inverno/verão, stress, maquilhagem, ativos mais fortes). Usar “com intenção” é diferente de usar “por fé”.

No meu caso, o melhor equilíbrio ficou no meio: conforto e luminosidade onde a pele puxa a seco, e rotina normal onde o rosto já é mais oleoso. A pergunta útil não é “qual é o melhor creme?”, é: a minha pele precisa mais de hidratação (água) ou de oclusão (selar) - e em que zonas?

Ponto-chave Detalhe Valor para o leitor
Hidratação visível e rápida Um lado ficou mais macio, “almofadado” e luminoso em 7 dias Útil para secura, sobretudo como passo final à noite
Risco de poros obstruídos Perto do nariz surgiram pequenas elevações Em pele mista/oleosa, usar só em zonas secas e pouca quantidade
Melhor como selante direcionado Camada fina por cima de sérum/pele ligeiramente húmida Mais conforto com menos efeitos indesejados

FAQ:

  • Pergunta 1 A Nivea azul é boa para usar no rosto todas as noites?
    Resposta 1 Em pele normal a seca, pode resultar como passo final noturno (sobretudo no inverno). Em pele mista/oleosa ou com tendência acneica, todas as noites no rosto inteiro costuma ser demasiado; usa apenas em zonas secas e avalia.

  • Pergunta 2 A Nivea azul pode reduzir rugas?
    Resposta 2 Não “trata” rugas por si. Pode fazer linhas finas parecerem menos visíveis ao melhorar hidratação e suavidade - é um efeito de preenchimento por hidratação, não um anti-idade completo.

  • Pergunta 3 A Nivea é comedogénica?
    Resposta 3 Em algumas pessoas, pode contribuir para poros obstruídos, especialmente na zona T e em pele com tendência a acne. Começa por pouca quantidade, evita as áreas problemáticas e testa antes de usar no rosto todo.

  • Pergunta 4 Posso usar Nivea por baixo da maquilhagem?
    Resposta 4 Só se a tua pele for seca e aplicares uma camada muito fina. Em pele mista/oleosa, pode fazer a base escorregar e aumentar brilho. Para muita gente, faz mais sentido à noite.

  • Pergunta 5 A Nivea azul é segura à volta dos olhos?
    Resposta 5 Pode funcionar no canto externo/zonas secas, com pouca quantidade. Não é um creme de olhos e pode migrar para dentro do olho e irritar; aplica longe da linha das pestanas e vê como reages.

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